Excertos dos textos realizados em Abrantes

Eis alguns excertos dos textos escritos em Abrantes (Portugal). Esta foi uma das partes do projecto que mais nos agradou e espero que desfrutem deles tanto quanto nós!

“Pelo caminho caímos duas vezes devido a irmos os 2 na mesma bicicleta e ser complicado manter o equilíbrio. […] O que aconteceu foi que numa das quedas o disco que vinha na mochila partiu-se”.

“A minha mãe levou-me até à sala, pois sempre fui muito tímido mas ao fim de pouco tempo já estava a falar com todos. Só havia um problema. A professora era das que mais ralhava, não dando liberdade a nós, miudinhos do 1ºano, que apenas necessitavamos de nos expressar e apenas queríamos brincar. No entanto passou rápido e até foi bastante fácil tendo em conta tudo o que aprendi nesse primeiro ano.”

“… o namorado da minha irmã quis oferecer um cão â minha irmã. Quando chegou a casa com o cão embrulhado na camisola a minha mãe não foi capaz de dizer que não. Demos-lhe um nome (Lucky) e tratamos dele o melhor que podemos. Foi desde então que me apaixonei loucamente por animais.”

“Quando tinha por volta dos doze anos o meu avô adquiriu um cão novo. Era da raça rafeiro alentejano e um cão robusto e já adulto. Eu ainda não o conhecia muito bem. […] Ao inicio parecia-me que o cão não era muito simpático. As férias iam óptimas, até que um dia, enquanto eu estava a brincar com o Guitarrista, o outro cão, que estava atrás de mim, vem a correr e derruba-me. Eu sem perceber muito bem o que estava a acontecer, senti os dentes do cão a perfurarem-me a pele…”

“Quando tinha 10 anos a minha médica disse-me que teria de usar um aparelho da coluna, porque se não o pusesse tinha de ser operada mais tarde. Até começar a usar o aparelho demorou algum tempo, pois tive de tirar algumas medidas e fazer várias provas até o aparelho estar apto para o usar. O meu aparelho é de plástico, dura desde as minhas ancas até à minha barriga e depois tinha um ferro que ia desde a minha barriga até ao queixo, e na parte detrás do aparelho havia 2 ferros que iam do final da coluna até ao pescoço e à volta do meu pescoço tinha dois ferros onde os outros se uniam. […] A parte pior de ter usado o aparelho foi porque fui gozada na escola, inclusive, tinha pessoas que me chamavam deficiente, mesmo assim nunca liguei, pois sabia que eu estava a usar aquilo para a minha saúde.”

“Todos pensavam que eu estava feliz, mas não era isso que acontecia, pelo menos quando entrei para uma escola nova. Foi aí que me comecei a sentir mais em baixo, com vergonha de toda a gente. Parecia sempre que todos apontavam o dedo à menina feia dos óculos, essa era eu. […] Os anos foram passando e eu sentia-me sempre assim, sem nunca dizer a ninguém até agora neste texto em que estou a revelar o que realmente senti durante anos. Este conflito com o meu aspecto físico só terminou no inicio do meu 11º ano de escola, já eu tinha 17 anos de idade. Tirei os óculos e comecei a usar lentes de contacto.”

“O voluntariado consiste em ajudar o outro, não obtendo nenhuma recompensa. Iniciei-me neste meio há cerca de três anos e desde aí o voluntariado faz parte do meu dia-a-dia. Comecei por participar numa associação cujo objectivo era angariar alimentos através de feiras, para famílias necessitadas. O nosso trabalho era visitar essas famílias  falar com elas e entregar-lhes os alimentos. [..] …o voluntariado tornou-se parte do meu dia-a-dia, visto que ainda hoje continuo a visitar todas as semanas a Dona Felismina. […] Uma vez, quando a fui visitar, ela estava sentada no sofá em frente de mim e começamos a falar sobre como alguns professores eram rijos no tempo dela. Um dia, ela estava na escola, normalmente como tantos outros dias, só que, depois de lhe ter pedido para fazer uma composição, deu alguns erros ortográficos. A professora bateu-lhe com uma régua com tanta força, até lhe fazer sangue. ”

“Quando nasci a 8 de Maio de 1995, não me lembro de nada porque era muito pequeno. Fui crescendo rodeado pela natureza e sempre desde pequeno gostei muito de animais, gostava de brincar com eles, de lhes fazer festas e de observa-los. À medida que cresci, as minhas aventuras foram ficando com mais adrenalina, começava a ir para o mato de bicicleta, observava a natureza e os animais, montava armadilhas para ver se apanhava algum, e uma vez roubei um coelho de uma capoeira e chamei-lhe demolidor, mas fui apanhado. […]  Fui continuando a crescer, e queria ter mais animais de estimação, mas para mim um gato ou um cão já não me satisfaziam. […] Comecei a procurar nas lojas de animais e nos criadores de animais exóticos, e fui encontrando, e desde aí já tive várias espécies, desde restauros do açúcar, que é uma espécie de esquilo voador mas é um marsupial, um guaxinim, que foi o animal mais exótico que já tive até agora, e um casal de cães da pradaria, entre outras espécies.”

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